O mercado brasileiro de fertilizantes permanece abastecido, mas a alta dependência de importações mantém o país vulnerável ao câmbio, aos custos logísticos, às restrições comerciais e aos conflitos internacionais. Para o produtor, isso significa um cenário sem desabastecimento generalizado — mas com pontos de atenção específicos que pesam direto no planejamento da próxima safra.
Recorde de importação em 2025
Em 2025, o Brasil importou aproximadamente 44,96 milhões de toneladas de fertilizantes, estabelecendo um novo recorde. Apesar do volume elevado, ureia, MAP e DAP apresentam maior volatilidade e risco de oferta irregular para a safra 2026/27 — o volume abastecido não elimina o risco de oscilação pontual de preço e prazo de entrega nesses três insumos.
Onde está o risco real
Não há indicação de falta generalizada de algum fertilizante essencial no Brasil. O principal risco está na disponibilidade regional, nos prazos de entrega e nas oscilações de preço — não na ausência do produto em si. É uma diferença importante: o problema não é "vai faltar", é "pode custar mais caro ou chegar atrasado, dependendo de onde e quando você comprar".
Sulfato de amônio ganha espaço
A instabilidade da ureia aumentou a procura por sulfato de amônio como alternativa de fonte nitrogenada, ampliando a demanda por essa opção entre os produtores que buscam reduzir a exposição à volatilidade do insumo mais tradicional.
Fosfatados: substituição parcial do MAP
Os preços elevados dos fosfatados estimularam a substituição parcial do MAP por fontes como superfosfato simples e fertilizantes NP. É uma decisão que precisa ser avaliada tecnicamente — a fonte alternativa pode fazer sentido para uma área e não para outra, dependendo do histórico de solo e da exigência da cultura.
Cloreto de potássio: situação mais equilibrada
O cloreto de potássio, embora também dependa das importações, apresenta situação relativamente mais equilibrada que ureia e fosfatados no cenário atual — um ponto de menor pressão dentro de um quadro geral que pede atenção redobrada nos outros dois grupos de nutrientes.
O que isso muda no seu planejamento
- Antecipe a decisão de compra em vez de esperar o pico da demanda da safra
- Compare o custo efetivo por nutriente entregue, não só o preço por saco
- Avalie cada fonte alternativa conforme o solo, a cultura e a necessidade real da propriedade
- Não troque de fonte só pelo preço — confirme se a substituição faz sentido tecnicamente para a sua área
O risco de 2026/27 não é abastecimento — é planejamento. Quem antecipa a decisão tem mais opção de fonte, prazo e preço.
Se você quer avaliar as alternativas disponíveis para a sua propriedade com base na sua análise de solo e no seu histórico de safra, fale com um especialista da PLAgro antes de fechar a compra.